Estão reunidos aqui algumas das minhas impressões de leituras que fiz. Gosto de ler livros de distopia, romance e fantasia, manhwas e alguns mangas de animes que gosto.

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Leituras

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O Terceiro Chimpanzé - Jared Diamond

#Livro #BibliotecaUnesp



Prólogo

"Por um lado, entre nós e todas as demais espécies existe um fosso aparentemente intransponível, que reconhecemos na definição de uma categoria denominada "animal". Ela significa que consideramos que as centopeis, os chimpanzés e os moluscos compartilham características decisivas entre si, mas não conosco, e que não possuem características restritas à nós. Dentre as nossas características únicas está o fato de falarmos, escrevermos e contruirmos máquinas complexas".Pg 9



"Quais foram esses poucos ingredientes que nos tornaram humanos? [...] Quais são os precursores animais da arte e da linguagem, do genocídio e do vício em drogas?". Pg 11

- É algo que sempre penso: em quais aspectos nos diferimos dos outros animais? E o quanto, de fato, nos diferimos deles?



"[...] Porém, dentre as nossas qualidades singulares há duas que atualmente põem em risco a nossa existência: a nossa propensão a matar os nossos semelhantes e a destruir o meio ambiente". Pg 11

- A capacidade destrutiva do ser humana me assusta na mesma medida que me intriga.



"Para que nenhum leitor se desalente com esses antecedentes a ponto de passar por alto este mensagem, aponto os sinais promissorese maneiras deaprender com o passado". Pg 17

-

Já no prólogo eu adorei a abordagem do livro! Tenho grandes expectativas com a leitura ~ ~



Parte um: Apenas outra espécie de grande mamífero

"[...] mudanças em uma pequena porcetagem do programa genética dos chimpanzés tiveram enormes consequências para o nosso comportamento." Pg 20

- A informação de que nos separamos dos chimpanzés cerca de 7 milhões de anos atrás foi algo que decidi marcar no livro também.



No final da página 20, há uma informação interessante sobre como o esperado da relação entre o tamanho do cérebro e da sofisticação das ferramentas é uma icógnita pois, mesmo centenas de milhares de anos após a expansão do cérebro, as ferramentas ainda eram simples. Então, na página 21, ele diz: "Na modesta porcentagem de diferenciação entre os nossos genes e os dos chimpanzés, deve ter havido uma porcentagem ainda menor, alheia às formas dos nossos ossos, responsável pelos atributos humanos distintivos da inovação, da arte e das ferramentas complexas". Ler essas informações foi fascinante para mim.



A lenda dos três chimpanzés

"A Lenda dos Três Chimpanzés é a História da Criação da nossa era"

Termo antropoide: hominoides; superfamília de primatas



Na página 26, ele explica como são feita as mensuras das distâncias genéticas e para determinar os tempos de divergência evolutiva através da biologia celular. É uma big explicação que envolve um tipo de molécula que ocorre em todas as espécies com uma estrutura que seja particular em cada uma. Essa estrutura se modifica por conta de mutações genéticas e a velocidade dessa mudança é igual em todas as espécies. Assim, as versões da molécula das espécies gradualmente divergiriam em suas estruturas. "[...] Se soubéssemos quantas mudanças estruturais ocorrem em média a cada milhão de anos, então poderíamos usar a atual diferença na estrutura das moléculas de qualquer par de espécies animais relacionadas como um relógio [...]". Enfim, a explicação é gigantesca e é do cara&#% de legal!!

Na página 30, tem uma árvore genealógica dos primatas superiores, e é interessante verificar nela a divergência em milhões de anos e porcentagem de diferença no DNA entre os humanos e os chimpanzés (apenas 1,6% de diferença!!) e entre os outros primatas. Nessa página ele também fala a divergência entre gibões e orangotando com os chimpanzés e e humanos, pois os fósseis dos dois primeiros estão restritos no sudeste adiático, enquanto os dois últimos estão restritos à África

Palavra tergiversa: que faz rodeios.



Na página 33, ele traz uma reflexão sobre como os taxonomistas tradicionais agrupam espécies com base em avaliações subjetivas, e espécies que possuem uma divergência temporal maior que a dos humanos e chimpanzés estão agrupados em mesmo gênero (ex: juviaras de olhos vermelhos e as de olhos brancos, que possuem mais de 2% de diferença genética), enquanto os humanos e chimpanzés, com menos de 2% de diferença, estão classificados em famílias diferentes. Na página seguinte, ele diz uma frase que eu adorei muito: " [...] Entretanto, não há dúvida de que quando os chimpanzés aprenderem a cladística ou quando os taxonomistas do espaço sideral visitarem a Terra para inventariar os seus habitantes, eles adotarão a nova classificação sem hesitar" (sendo essa nova classificação o gênero Homo sendo usado para os chimpanzés e gorilas também).



Na página 35, ele aborda as diferenças genéticas envolvidas nos comportamentos que diferem os chimpanzés e os humano. Ele traz a capacidade falar com um exemplo - certamente há uma diferença genética que especificam a anatomia das cordas vocais as conexões cerebrais. Ele traz um exemplo hipotético em que um chimpanzé filhote, mesmo criado junto com um bebê humano nesta mesma idade, não vai aprender a falar nem a caminhar ereto. Entretanto, se um casal americano adota um bebê coreano, indepenente de genes, esse bebê conseguirá se comunicar em inglês. E, na página 37, ainda descorrendo sobre essa pequena diferença de 1,6% que acarreta em diversas diferenças, ele traz outro exemplo (agora com peixes): espécies do Lago Vitória que diferem entre si em hábitos alimentares, e diferem entre si apenas 0,4% no DNA estudado. "[...] foi preciso muito menos mutações genéticas para transformar um esmagador de caracóis num assassino de embriões do que as mutações necessárias para produzir a partir de um grande primata".

- Essa parte me fez pensar sobre os morcegos: o quanto as espécies diferem entre si genéticamente, pois as espécies também apresentam uma variedade de dieta muito alta